segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Preço da energia eólica fica quase 10% mais barata

O preço médio da energia eólica vendida nesta quinta-feira (26), em leilão de geração realizado nesta tarde pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), foi de R$ 134,23 por megawatt-hora (MWh).

O valor é 9,5% menor que o comercializado em dezembro passado: naquele que foi o primeiro leilão a vender energia de parques eólicos no país, o preço médio foi de R$ 148,3 por MWh.

Em relação ao preço-teto estipulado para o leilão, hoje, de R$ 167 por MWh, o deságio foi de 19,7%.

"No ano passado, ainda não tínhamos políticas e sinalizações claras do governo para a energia eólica, o que ainda inibia o mercado", explicou o diretor-executivo da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Pedro Perrelli.

"Agora a indústria começa a se consolidar, e o aumento gradativo de escala tende a reduzir os preços", disse.

Ainda assim, o resultado está bem abaixo da previsão da Abeeólica. Em entrevista ontem (25) ao Brasil Econômico, na véspera do certame, Perrelli informou que a expectativa da associação era de um preço por volta de R$ 155, já considerada, então, uma margem satisfatória.

Energias alternativas

A venda de energia eólica, realizada pela segunda vez no país, integrou o leilão de energia chamado A-3: negociação realizada anualmente pelo governo, desde 2005, para garantir a energia a ser fornecida três anos à frente. Os projetos comercializados hoje deverão entrar em funcionamento em 2013.

A edição 2010, no entanto, foi a primeira realizada apenas com projetos movidos por fontes alternativas: foram habilitados 10,4 mil MW, ou o equivalente a quase uma hidrelétrica de Belo Monte, em projetos de usina de biomassa, de eólica ou pequenas centrais hidrelétricas (PCHs).

Todas as edições anteriores habilitaram principalmente usinas termelétricas, que são abastecidas a óleo ou gás, combustíveis poluentes, caros e não renováveis.

Foi vendida energia de 56 projetos. Deste, 50 são de parques eólicos, concentrados principalmente no Nordeste, além de alguns sítios no Sul.

Outros cinco vieram de PCHs - estes tiveram deságio médio 5,17%, com preço final de R$ 146,99. Apenas um projeto irá fornecer energia a partir de biomassa - no caso, bagaço de cana-de-açúcar. A Aneel, no entanto, não informou seu desempenho isolado.

Fonte:Juliana Elias - Brasil Econômico - 26/08/2010

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